
Última ceia – Cenáculo Vinciano, na Igreja de Santa Maria delle Grazie
A Última Ceia (em italiano: L'Ultima Cena e também Il Cenacolo) é uma pintura mural, muitas vezes definida incorretamente como afresco, obtida com uma técnica mista "seca" sobre gesso, pintada por Leonardo da Vinci para a igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, Itália.
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A Última Ceia (em italiano: L'Ultima Cena e também Il Cenacolo) é uma pintura mural, muitas vezes definida incorretamente como afresco, obtida com uma técnica mista "seca" sobre gesso, pintada por Leonardo da Vinci para a igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, Itália. O trabalho presume-se que tenha sido iniciado por volta de 1495-96 e foi encomendado como parte de um plano de reformas na igreja e nos seus edifícios conventuais pelo patrono de Leonardo, Ludovico Sforza, duque de Milão. Representa o episódio bíblico da Última Ceia de Jesus com os Apóstolos antes de ser preso e crucificado. É um dos bens culturais mais conhecidos e estimados do mundo. O trabalho mantém-se no convento que o sucessor de Ludovico Sforza destinou ao local de sepultura dos seus familiares. O tema da Última Ceia era tradicional em refeitórios monásticos, mas a interpretação de Leonardo deu um maior realismo e profundidade à cena representada e ao lugar. Leonardo escolheu fazer esta pintura baseado em João 13:21, no qual Jesus anuncia aos doze apóstolos que alguém, entre eles, o trairia. Ao centro, Cristo é representado com os braços abertos, num gesto de resignação tranquila, formando o eixo central da composição e as figuras dos discípulos estão representadas num ambiente definido do ponto de vista da perspetiva. Os apóstolos agrupam-se em quatro grupos de três, deixando Cristo relativamente isolado ao centro. Da esquerda para a direita (do ponto de vista de quem está diante da pintura), segundo as cabeças, estão: no primeiro grupo, Bartolomeu, Tiago Menor e André; no segundo grupo, Judas Iscariotes, São Pedro (cabelo branco) e João (imberbe); Cristo ao centro; no terceiro grupo, Tomé, Tiago Maior e Filipe (também imberbe); e no quarto grupo, Mateus (aparentemente com barba rala), Judas Tadeu e Simão Cananeu também chamado de Simão, o Zelote. Estas identificações provêm de um manuscrito autógrafo de Leonardo encontrado no século XIX.
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