Viagem pelo Norte e Centro de Itália
Já na era medieval, Dante e Petrarca descreviam Itália como o “bel paese” (belo país), inspirados pelo clima ameno, pela beleza natural e pela incomparável herança cultural deste país mediterrânico. Hoje, Itália continua a ser detentora de um dos mais valiosos espólios artísticos de todo o mundo, com reminiscências do Império Romano, tesouros do Renascimento e obras de grandes nomes da literatura, da música e até da moda. Vamos conhecer o Norte e Centro do país com maior número de locais eleitos Património da Humanidade pela UNESCO. Para além da monumentalidade arquitetónica e cultural de 6 cidades (Milão, Verona, Bolonha, Florença, Pisa e Siena), deixemo-nos deliciar e apaixonar por costumes muito próprios e pelo estilo de vida descontraído que a expressão “dolce far niente” preconiza.
Itinerário
Toca em cada cartão de dia para ver as paragens.
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Praça da Catedral e Catedral de Milão
A Praça da Catedral (Piazza del Duomo), no coração de Milão, abriga a majestosa Catedral de Milão (Duomo di Milano), uma obra-prima gótica iniciada em 1396 e concluída em 1965.
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Galleria Vittório Emanuele II
A Galeria Vittorio Emanuele II, conhecida como a “sala de estar de Milão”, é uma das galerias comerciais mais antigas do mundo, tendo sido inaugurada em 1877 pelo rei Vittorio Emanuele II.
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Última ceia – Cenáculo Vinciano, na Igreja de Santa Maria delle Grazie
A Última Ceia (em italiano: L'Ultima Cena e também Il Cenacolo) é uma pintura mural, muitas vezes definida incorretamente como afresco, obtida com uma técnica mista "seca" sobre gesso, pintada por Leonardo da Vinci para a igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, Itália.
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Praça e Teatro alla Scala
O nome Piazza della Scala vem da igreja de Santa Maria della Scala, demolida em 1776 para dar lugar ao famoso Teatro alla Scala.
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Bairro de Brera
Brera é um bairro artístico de estilo boémio e uma das áreas mais badaladas de Milão.
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Castelo Sforzesco
O Castello Sforzesco é um castelo medieval que remonta ao século XIV, derivando o seu nome de ter sido a residência da família Sforza, os Duques de Milão.
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Parco Sempione
Apesar de cobrir uma área de 47ha, o parque ocupa apenas parte do antigo jardim ducal dos Visconti, ampliado pelos Sforza no século XV para criar uma reserva de caça com 300ha. A área foi parcialmente abandonada no reinado espanhol, e, no início do seculo XIX, foi usado como praça de armas que se estendia até ao Arco da Paz. O formato atual é da autoria de Emílio Alemagna, que em 1890-1893 o projetou ao estilo dos jardins ingleses.
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Arco della Pace
Inspirado no arco do triunfo de Septimus Severus, o Arco da Paz foi começado a construir em 1807 por Luigi
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Praça Brá e a Arena de Verona
Em Verona, todos os caminhos vão dar à Piazza Brà (mesmo que enviesados).
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Porta Borsari
A Porta Borsari, a principal porta de acesso à cidade de Verona, construída em mármore branco na época do Império Romano, ainda hoje mantem a sua monumentalidade.
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Praça delle Erbe
A Praça delle Erbe, a mais antiga praça de Verona situa-se no exato local onde existia o Fórum Romano e deve o seu nome ao antigo mercado de legumes.
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Torre dei Lamberti
A construção da Torre começou em 1172 por ordem da nobre e misteriosa família Lamberti, que mais tarde foi banida de Verona.
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Casa de Julieta
A casa de Julieta é na realidade uma casa medieval do século XIV, transformada em museu, em que tudo roda à volta do mito de Romeu e Julieta.
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Praça dei Signori
Partindo da Praça delle Erbe e cruzando o Arco della Costa, que sustem o osso duma costela de baleia (à espera de cair sobre o primeiro homem justo que passe por baixo), chega-se a outra praça monumental, a Piazza dei Signore.
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Catedral de Verona
A Catedral, também conhecida pelo nome de Santa Maria Matricolare, dedicada a Santa Maria Assunta, é a estrutura central de um complexo de edifícios arquitetónicos que inclui o batistério de São João in Fonte, a igreja de Santa Helena, o claustro dos cónegos, a biblioteca capitular, o largo em frente à igreja e a residência do bispo.
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Ponte Pietra
Dos cinco arcos da Ponte Pietra sobre o rio Ádige, a primeira construção feita pelos romanos na cidade de Verona, os dois de pedra datam do século I a.C.
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Castelo de San Pietro e Miradouro
O papel estratégico da colina de San Pietro, evocativa de poder e controle sobre a cidade, foi sempre clara para todos os povos que dominaram Verona ao longo da história, tendo sido alvo de construção e destruição de diferentes fortalezas.
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Praça Magiore e Neptuno
A Piazza Maggiore e a Piazza del Nettuno são o ponto de partida ideal para começar a conhec
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Palacio Re Enzo
Foi construído entre 1244 e 1246 por ordem do prefeito Filippo Ugoni como uma extensão dos edifícios municipais do Palazzo del Podestà e chamado Palatium Novum, no entanto os seus eventos históricos sempre o ligaram à figura do Rei Enzo da Sardenha.
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Biblioteca Salaborsa
A biblioteca Salaborsa, situada em frente à famosa fonte de Neptuno, é uma mistura de antigo e moderno: pois o caminhar sobre o seu pavimento de vidro, revela-se uma viagem ao passado urbano de Bolonha, uma vez que é possível ver “história às camadas” sob o chão vidrado da moderna Biblioteca, desde o assentamento rudimentar da civilização Villanova da Idade do Ferro (século VII a.C.), passando pela etrusca Felsina até aos restos arqueológicos da antiga cidade romana Bononia, fundada em 189 a.C.
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Palacio Podestá
O Palazzo del Podestà foi erguido por volta de 1200 como um edifício para funções públicas, sede do podestà e seus oficiais. A planta atual é muito diferente da original porque o Palazzo Re Enzo foi construído posteriormente, entre 1244 e 1246, alterando a estrutura. Trata-se de um grande complexo arquitetônico atravessado por duas ruas que passam sob o Voltone del Podestà, sobre o qual se ergue a chamada Torre Dell Arengo.
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Torre Dell'Arengo
A Torre Dell Arengo, que tem 47 m de altura e é o campanário cívico da cidade de Bolonha é uma torre quadrangular de terracota construída por Alberto di S. Pietro em 1259 para substituir a estrutura original de madeira que datava de 1212, cujo sino convocava o povo em caso de eventos extraordinários. O grande sino de bronze, também chamado Campanazzo, foi feito em 1453 por Aristóteles Fioravanti; desde então, o toque do sino marca a vida pública da cidade e convoca a população para se reunir em caso de guerra. O sino também tocou em 25 de julho de 1943 para celebrar a queda do fascismo e em 21 de abril de 1945 para marcar a libertação da cidade e o fim da guerra.
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Basílica de San Petrónio
A Basílica dedicada a São Petrónio (bispo da cidade no século V), e atual padroeiro de Bolonha, metade feita de tijolo e metade decorada em mármore policromático, foi ordenada construir pela Camara Municipal em 1388.
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Palacio D'Accursio e Torre Dell'Orológio
O Palazzo D'Accursio ou Comunale, localizado no centro de Bolonha, na Piazza Maggiore, é um dos edifícios mais importantes de Bolonha, sendo a sede da Camara Municipal da cidade desde 1336.
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Palacio Dei Banchi
O Palazzo dei Banchi, também conhecido como Portico del Pavaglione (Pavajån no dialeto bolonhês), é um palácio dos séculos XV – XVI. O nome “das bancas” resulta das bancas que nos séculos XV e XVI praticavam a arte da troca de dinheiro (câmbio), por sua vez o termo Pavaglione refere-se ao mercado de casulos de bicho-da-seda que inicialmente se realizava neste local num edifício de madeira vedado e coberto (durante séculos, Bolonha manteve a primazia da produção de seda na Itália).
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Basilica de San Domenico
A basílica de são Domingos (San Doménico) em Bolonha é considerada um dos templos dominicanos mais importantes de Itália. Iniciada em 1221, após a morte de São Domingos, foi expressamente construída para abrigar o corpo do santo que se encontra depositado no sarcófago conhecido por arca di San Domenico.
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Palácio Archigimnásio
O Palazzo dell’Archiginnasio é um dos mais notáveis edifícios de Bolonha: outrora sede histórica da Universidade, alberga atualmente o Teatro Anatómico e a Biblioteca Municipal.
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Basilica de San Stefano
A Basílica de Santo Stefano é um complexo de edifícios religiosos também conhecido como o complexo das "Sete Igrejas". Embora fossem inicialmente sete igrejas atualmente são 4 igrejas medievais unidas sob o mesmo teto. Diz a tradição que o grande bispo São Petrônio (bispo de Bolonha 431-450 e protetor da cidade) construiu este complexo sob um antigo templo pagão dedicado a Ísis, a fim de nele ser edificado uma réplica do Santo Sepulcro de Jerusalém. Da Praça Santo Estêvão vê-se uma fachada com três igrejas: a do Crucifixo, a do Santo Sepulcro e a dos Santos Vital e Agrícola. Apesar de inúmeras intervenções de restauro e reconstruções, esta fachada tem uma homogeneidade estilística bem estabelecida, sendo um dos monumentos românicos mais interessante de Bolonha. A igreja do Crucifixo é pouco mais do que um corredor (uma só nave) que conduz à igreja do Santo Sepulcro (a mais bonita das quatro) na qual se encontra o túmulo de São Petrónio. A igreja do Santo Sepulcro é um edifício, com um plano central, construído sobre uma base octogonal irregular no centro do qual se encontra uma cúpula dodecagonal. No interior existem 12 colunas de mármore e tijolo, e no centro uma edícula (representando o Santo Sepulcro) que guardava as relíquias de São Petrônio, descobertas em 1411. Na edícula do Santo Sepulcro encontra-se também uma fonte de água que, no simbolismo do complexo stefaniano, baseado na Paixão de Cristo, identifica-se com a água do Rio Jordão. Uma coluna de mármore cipollino negro, de origem africana, também de época e romana, afastada das outras, simboliza a coluna na qual jesus foi açoitado. O “pátio de Pilatos”, na saída da igreja do Santo Sepulcro, é assim chamado para fazer memória do lithostrotos, lugar onde Jesus foi condenado por Pôncio Pilatos. O pátio é limitado a norte e ao sul por duas arcadas em estilo românico, com características colunas cruciformes em tijolo e tem em seu centro um lavabo feito de pedra calcária sob um pedestal. A igreja dos Santos Protomártires de Bolonha Vital e Agrícola É a mais antigo de todo o complexo. Esta igreja, de forma basilical e sem transepto e abside, com fachada elevada, é dedicada aos santos mártires Vital e Agrícola. Eram, respetivamente, ervo e senhor, e foram os dois primeiros mártires bolonheses da perseguição de Diocleciano (305 dC).
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Torre de Garisenda e Degli Asinelli
As torres inclinadas de Bolonha, construídas pelas famílias nobres Garisenda e Degli Asinelli no século XII (entre 1109 e 1119), são símbolos de referência da cidade, fazendo parte das torres que restam atualmente na cidade, das mais de 100 que existiram. A localização destas duas torres foi pensada como estratégia militar, uma vez que no passado elas estavam situadas na entrada da cidade, ligada pela antiga via Emilia.
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Praça e Basílica de San Lorenzo
A Piazza San Lorenzo é uma das praças mais antigas e autênticas de Florença. Ao contrário da monumentalidade organizada da Piazza della Signoria, aqui sente-se ainda o lado mais popular e comercial da cidade. Desde a Idade Média, esta zona esteve ligada aos mercados e às oficinas artesanais, tradição que continua até hoje com as bancas e lojas que rodeiam a praça. No entanto, por trás desta atmosfera movimentada, esconde-se um dos lugares mais importantes da história florentina: a igreja da família Médici. A Basílica de São Lourenço, uma das primeiras grandes igrejas do Renascimento, tem origem muito antiga: foi consagrada no ano 393 e durante cerca de trezentos anos chegou mesmo a ser a catedral de Florença. Mas o edifício que vemos hoje nasceu sobretudo no século XV, quando os Médici decidiram transformar San Lorenzo na sua igreja familiar. O grande nome por trás desta transformação é Filippo Brunelleschi, o mesmo génio que projetou a cúpula da catedral de Florença. Em San Lorenzo, Brunelleschi criou um espaço revolucionário para a época: abandonou o dramatismo do gótico medieval e introduziu uma arquitetura baseada na matemática, na harmonia e na luz. O interior é equilibrado e racional, com colunas elegantes, arcos perfeitamente proporcionados e uma sensação de ordem quase geométrica. É um dos momentos fundadores da arquitetura renascentista. Curiosamente, a fachada da igreja ficou inacabada. Aquela superfície austera de pedra bruta que vemos hoje não era o plano original. Houve até projetos de Michelangelo Buonarroti para completar a fachada, mas nunca foram executados. Isso dá à basílica este aspeto singular: um exterior quase severo, escondendo um interior de enorme elegância e riqueza artística. Mas San Lorenzo é inseparável dos Médici, a dinastia que dominou Florença durante séculos. Aqui encontram-se os seus túmulos e capelas funerárias, transformando a igreja num verdadeiro mausoléu da família. O espaço mais célebre é a chamada Capela dos Médici, especialmente a Sacristia Nova, desenhada por Michelangelo no século XVI. Nessa sacristia encontram-se os túmulos de membros importantes da família, incluindo Lourenço de Médici, Duque de Urbino, e Giuliano de Médici. Michelangelo não criou apenas sepulturas; criou uma reflexão escultórica sobre o tempo e a mortalidade. Sobre os sarcófagos repousam as famosas figuras alegóricas do Dia, da Noite, da Aurora e do Crepúsculo, algumas das esculturas mais impressionantes do Renascimento tardio.
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Praca Della Signoria
A Piazza della Signoria e o Palazzo Vecchio estiveram no centro da vida política e social de Florença durante muitos séculos. Entrar no Palazzo Vecchio é caminhar sob a sombra da família mais influente da história ocidental. Durante mais de três séculos, a família Médici transformou Florença de uma comuna medieval no berço do Renascimento. Embora possuíssem muitas vilas e palácios, foi aqui, dentro das robustas paredes de pedra do “Palácio Velho”, que consolidaram a sua legitimidade política e exibiram ao mundo a sua imensa riqueza.




