Voltar ao itinerárioDia 8: Paragem 1
Praça e Basílica de San Lorenzo

Praça e Basílica de San Lorenzo

A Piazza San Lorenzo é uma das praças mais antigas e autênticas de Florença. Ao contrário da monumentalidade organizada da Piazza della Signoria, aqui sente-se ainda o lado mais popular e comercial da cidade. Desde a Idade Média, esta zona esteve ligada aos mercados e às oficinas artesanais, tradição que continua até hoje com as bancas e lojas que rodeiam a praça. No entanto, por trás desta atmosfera movimentada, esconde-se um dos lugares mais importantes da história florentina: a igreja da família Médici. A Basílica de São Lourenço, uma das primeiras grandes igrejas do Renascimento, tem origem muito antiga: foi consagrada no ano 393 e durante cerca de trezentos anos chegou mesmo a ser a catedral de Florença. Mas o edifício que vemos hoje nasceu sobretudo no século XV, quando os Médici decidiram transformar San Lorenzo na sua igreja familiar. O grande nome por trás desta transformação é Filippo Brunelleschi, o mesmo génio que projetou a cúpula da catedral de Florença. Em San Lorenzo, Brunelleschi criou um espaço revolucionário para a época: abandonou o dramatismo do gótico medieval e introduziu uma arquitetura baseada na matemática, na harmonia e na luz. O interior é equilibrado e racional, com colunas elegantes, arcos perfeitamente proporcionados e uma sensação de ordem quase geométrica. É um dos momentos fundadores da arquitetura renascentista. Curiosamente, a fachada da igreja ficou inacabada. Aquela superfície austera de pedra bruta que vemos hoje não era o plano original. Houve até projetos de Michelangelo Buonarroti para completar a fachada, mas nunca foram executados. Isso dá à basílica este aspeto singular: um exterior quase severo, escondendo um interior de enorme elegância e riqueza artística. Mas San Lorenzo é inseparável dos Médici, a dinastia que dominou Florença durante séculos. Aqui encontram-se os seus túmulos e capelas funerárias, transformando a igreja num verdadeiro mausoléu da família. O espaço mais célebre é a chamada Capela dos Médici, especialmente a Sacristia Nova, desenhada por Michelangelo no século XVI. Nessa sacristia encontram-se os túmulos de membros importantes da família, incluindo Lourenço de Médici, Duque de Urbino, e Giuliano de Médici. Michelangelo não criou apenas sepulturas; criou uma reflexão escultórica sobre o tempo e a mortalidade. Sobre os sarcófagos repousam as famosas figuras alegóricas do Dia, da Noite, da Aurora e do Crepúsculo, algumas das esculturas mais impressionantes do Renascimento tardio.

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A Piazza San Lorenzo é uma das praças mais antigas e autênticas de Florença. Ao contrário da monumentalidade organizada da Piazza della Signoria, aqui sente-se ainda o lado mais popular e comercial da cidade. Desde a Idade Média, esta zona esteve ligada aos mercados e às oficinas artesanais, tradição que continua até hoje com as bancas e lojas que rodeiam a praça. No entanto, por trás desta atmosfera movimentada, esconde-se um dos lugares mais importantes da história florentina: a igreja da família Médici. A Basílica de São Lourenço, uma das primeiras grandes igrejas do Renascimento, tem origem muito antiga: foi consagrada no ano 393 e durante cerca de trezentos anos chegou mesmo a ser a catedral de Florença. Mas o edifício que vemos hoje nasceu sobretudo no século XV, quando os Médici decidiram transformar San Lorenzo na sua igreja familiar. O grande nome por trás desta transformação é Filippo Brunelleschi, o mesmo génio que projetou a cúpula da catedral de Florença. Em San Lorenzo, Brunelleschi criou um espaço revolucionário para a época: abandonou o dramatismo do gótico medieval e introduziu uma arquitetura baseada na matemática, na harmonia e na luz. O interior é equilibrado e racional, com colunas elegantes, arcos perfeitamente proporcionados e uma sensação de ordem quase geométrica. É um dos momentos fundadores da arquitetura renascentista. Curiosamente, a fachada da igreja ficou inacabada. Aquela superfície austera de pedra bruta que vemos hoje não era o plano original. Houve até projetos de Michelangelo Buonarroti para completar a fachada, mas nunca foram executados. Isso à basílica este aspeto singular: um exterior quase severo, escondendo um interior de enorme elegância e riqueza artística. Mas San Lorenzo é inseparável dos Médici, a dinastia que dominou Florença durante séculos. Aqui encontram-se os seus túmulos e capelas funerárias, transformando a igreja num verdadeiro mausoléu da família. O espaço mais célebre é a chamada Capela dos Médici, especialmente a Sacristia Nova, desenhada por Michelangelo no século XVI. Nessa sacristia encontram-se os túmulos de membros importantes da família, incluindo Lourenço de Médici, Duque de Urbino, e Giuliano de Médici. Michelangelo não criou apenas sepulturas; criou uma reflexão escultórica sobre o tempo e a mortalidade. Sobre os sarcófagos repousam as famosas figuras alegóricas do Dia, da Noite, da Aurora e do Crepúsculo, algumas das esculturas mais impressionantes do Renascimento tardio.

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A Piazza della Signoria e o Palazzo Vecchio estiveram no centro da vida política e social de Florença durante muitos séculos. Entrar no Palazzo Vecchio é caminhar sob a sombra da família mais influente da história ocidental. Durante mais de três séculos, a família Médici transformou Florença de uma comuna medieval no berço do Renascimento. Embora possuíssem muitas vilas e palácios, foi aqui, dentro das robustas paredes de pedra do “Palácio Velho”, que consolidaram a sua legitimidade política e exibiram ao mundo a sua imensa riqueza.